terça-feira, 28 de abril de 2009

Saudade

Foto: Nelson Beserra :: Projeto Reviver :: São Luís/MA
aviao2

Ainda nem fui, mas já sinto tanta saudade.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Tambor de Crioula

Foto: Nelson Beserra :: Tambor de Crioula
Tambor de Crioula

Uma das mais importantes manifestações culturais da minha cidade. Sabe quando você escuta uma música que contagia e envolve? Esse é o ritmo do tambor de crioula do Maranhão.

Essa manifestação passou a ser considerada "Patrimônio Imaterial da Humanidade". Devemos valorizar e mantê-la viva em nossa cidade.

Envolvendo dança circular, canto e percussão, o Tambor de Crioula tem sua origem ligada à resistência cultural dos negros e de seus descendentes. Seu reconhecimento veio se constituindo aos poucos.

No dia 6 de setembro, celebra-se a data dessa que é uma das mais belas manifestações culturais do Maranhão e que, desde o ano passado, passou a contar com o seu memorial, a Casa do Tambor de Crioula, instalada em uma antiga fábrica no centro de São Luís.

É uma dança sensual, excitante, que apresenta variantes quanto ao ritmo e a forma de dançar, praticada especialmente em louvor a São Benedito.

É dançado apenas por mulheres que fazem uma roda, em cujo centro evolui apenas uma delas. O momento alto da evolução é a "punga" ou umbigada. A punga é uma forma de convite para que outra dançarina assuma a evolução no centro da roda.

O Tambor de Crioula é ritimado por três tambores, que recebem os nomes de grande ou roncador (faz a marcação para a punga), meião ou socador (responsável pelo ritmo) e pequeno ou crivador (faz o repicado).

Atualmente, no Maranhão, vem sendo apropriado por grupos distintos e praticado por pessoas da classe média, estudantes, artistas e intelectuais. Existem mais de sessenta grupos de Tambor de Crioula catalogados no estado.

Na foto, o couro dos tambores é aquecido em fogueiras, obervando a nobre presença do componente da dança.

domingo, 19 de abril de 2009

Quando pouco significa TUDO

Foto:: Nelson Beserra :: Araçagy :: São Luís/MA
Joaninha

Às vezes volto de uma caminhada para fotografar e registro aproximadamente 1000 fotos. Ao passar todas as fotos para o laptop percebo que "aquela" foto fez valer a pena (ainda mais) aquele dia. Essa foto acima é uma "delas".

sábado, 18 de abril de 2009

Voltando ...

Foto: Nelson Beserra :: Praia da Ponta D'Areia :: São Luís/MA
Sozinho

Estou de volta a escrever nesse mundo dos blogs. Descobri que escrever me faz bem, me faz sentir satisfeito e feliz. Trata-se de escrever para "colocar as coisas para fora". O que me motiva a escrever não é o que "os outros leem", mas o que quero escrever, dizer, falar, desbafar, refletir, analisar, opinar, desafiar ...

Hoje foi um "daqueles dias". Sofro de uma entidade nosológica, por mim criada, chamada "síndrome da hiperatividade do sábado à tarde". Trata-se de uma dificuldade de relaxar na tarde do sábado, em virtude de uma semana muito acelerada e estressante.

Por falar em estresse, hoje pela manhã assistindo a uma palestra, o ministrante, especialista em neurolinguística, fez a seguinte citação: "Não é o estresse que faz mal, mas a angústia que essa condição pode causar. O estresse, ele é o modulador da vida". Além dessa palestra, ontem à noite, ao assistir Globo Repórter, um especialista (neurocientista) afirmava que "o estresse é fisiológico e deve ser visto de maneira positiva". Então, posso me permitir concluir que tudo depende da forma como encaramos o estresse. O estresse visto pelo ângulo correto pode produzir substâncias que causam prazer e satisfação (isso também foi dito na reportagem de ontem). Da mesma forma, substâncias agressivas e nocivas são produzidas com o "mau estresse".

Esse preâmbulo "estressante" se justifica pela forma que encarei o estresse da semana no dia de hoje. Tenho essa dificuldade de relaxar e fico "elétrico", e isso me deixa agoniado.

Tentei algumas alternativas que não funcionaram. Nem vale a pena citar.

Quando estava voltando para casa, vinha pela praia, afinal moro em São Luís do Maranhão, e olhando uma rara tarde de sol desse inverno rigoroso, resolvi parar um pouco e caminhar na beira da praia. Estava muito angustiado. Um aperto no peito. Precisando de alívio. Muitas vezes mostramos alguns sinais para outras pessoas em busca de ajuda, mas nem sempre essa é a leitura feita pelas outras pessoas.

Então comecei a caminhar no final da tarde. A brisa era boa, deslizando pelo meu rosto, parecendo algo muito macio ao tocar a pele. Nessa hora, olhando para o mar, a angústia culminou. Uma espécie de "bola" na garganta. Sufocante! Então chorei. Chorei por cerca de 60 segundos, não mais do que isso. O alívio foi quase imediato. Comecei a melhorar ...

Há quanto tempo não fazia isso? Percebi que nessa hora que tenho visto pouco para mim. Há tempos não sentia a água do mar nos pés; olhei meus dedos; minhas pegadas ... Fui melhorando ainda mais. O alívio, nesse momento, era completo.

Passei a aproveitar aquele momento. Pude observar os navios, que eram tão poucos, três ou quatro, no máximo. Lembro que, geralmente, eram cerca de trinta a quarenta. É a tal crise! (risos). Voltei-me para mim novamente. Dividia o enorme espaço da praia de São Marcos com os maçaricos (pequenas aves marinhas), que me olhavam desconfiadas, mas perceberam que poderíamos, pacificamente, dividir aquele espaço. Alguns voavam por cima de mim. Ainda vi garças e siris. Coisas tão simples ...

Passou por mim casal, certamente recém-enamorados, que na situação deles, a natureza que eu tanto contemplava, parecia insignificante. Bonito de se ver. Um outro casal passa por mim com um belo e jovem labrador; faces tranquilas. Ao longe, pude ver um casal com um criança bem pequena no colo do pai e a mãe fotografando. Meu Deus, como vale a penas esses "pequenos" momentos. Começo a pensar que devo viver para esses momentos, é quando a vida passa a fazer sentido. Desliguei o celular.

Parei um pouco, me sentei e fiquei pensando "em nada". Esse é um dos princípios da meditação. Respirei fundo por várias vezes. Melhorei ainda mais. Fiquei alguns minutos ali.

Ao voltar em direção ao carro, menos atento à paisagem e preocupado com a distância (ufa! estava cansado), ocorreu-me que poderia usar os "sábados inquietos" para me dedicar mais a mim mesmo.

Pensei: vou voltar a fotografar e a escrever nos meus blogs. Terminei uma tarde que parecia ruim e agoniante, como uma certeza de felicidade e calmaria.

Estou voltando hoje a escrever e publicar minhas fotografias, para um leitor e observador de mim mesmo. Quem mais quiser, esteja à vontade.

Lembrei que sempre vai valer a pena ...